O que são Signos Visuais?

Você já ouviu a expressão signos visuais? Quando se ouve isso pela primeira vez, é inevitável que, a primeira coisa que vem à mente, é ir procurar no horóscopo sobre isso. Mas afinal, o que são signos visuais? Tentarei nesse artigo, explicar um pouco sobre esse assunto e dessa forma, mostrar que isso é mais comum do que você imagina! Então vamos lá:

Linguagem sem palavras:

Os signos visuais são instrumentos de que a linguagem visual se serve para transmitir uma informação ou mensagem, para indicar a alguém alguma coisa. A comunicação visual entre os homens tem vindo a evoluir, ao longo de milhões de anos, através de sons, dos gestos, das palavras, dos sinais e dos símbolos.
A representação de pessoas e objetos em sinais gráficos para orientação espacial foi criada nos anos 1930 com a intenção utópica de facilitar e universalizar a comunicação não verbal. Livros narram vida e obra de seu criador e compõem repertórios de logotipos e “ex-líbris”, gravuras que identificam bibliotecas.

Onde estão os signos visuais?

Nós os vemos em aeroportos, hospitais e repartições públicas, em salas de espera e banheiros, em entradas e saídas: silhuetas esquematizadas de homens, mulheres e crianças. Esses ícones gráficos se caracterizam pelo estilo geométrico simples e reconhecível de imediato. São onipresentes, mas poucos sabem suas origens.
Os protótipos dessa linguagem pictórica foram desenvolvidos na década de 1930, no Museu de Sociedade e Economia, em Viena, por Otto Neurath [1882-1945], cientista social esquerdista especializado em economia política. O sistema de símbolos que ele criou, que ficou conhecido como Isotype (Sistema Internacional de Educação Pictórica Tipográfica), nasceu do desejo de revolucionar o entendimento entre povos e instituições.
O fato de um economista político ter feito história no design gráfico não é aleatório. Neurath “queria familiarizar e educar a classe trabalhadora em relação aos sistemas mais amplos de ordem que operam na cidade contemporânea”, escreve o crítico Nader Vossoughian em “Otto Neurath: The Language of the Global Polis” [NAi Publishers, 176 págs., R$ 82,70], biografia compacta e muito pesquisada que explica a filosofia visual de Neurath no contexto de suas preocupações sociais e ambientais.
Neurath buscou criar “um sistema de representação gráfica que tornasse dados estatísticos legíveis e acessíveis a públicos de massa não especializados”, para “lançar uma ponte entre a leitura e a visão, num esforço para acelerar a transmissão de informação”. Seu sistema de imagens redutivas, que mostrava pessoas por características estereotipadas (trabalhadores braçais com martelos, funcionários de escritório com máquinas de escrever, lavradores com enxadas), criou imagens tão facilmente reconhecíveis que as palavras ficaram supérfluas.
A gama era tão ampla e os diagramas de construções e máquinas tão variados que qualquer ideia poderia ser expressa por uma ou mais imagens combinadas.

ESTATÍSTICAS Neurath pode não ser tão conhecido, mas tem importância maior no mundo das estatísticas visuais. Outros livros sobre sua obra saíram nos últimos dez anos, mas o de Vossoughian é particularmente útil. Traz uma quantidade generosa de ilustrações nunca antes vistas (incluindo propostas e esboços) e decompõe as preocupações de Neurath (comunidade, democracia e globalismo) em categorias temáticas. Cada uma delas contribuiu para uma narrativa que ele acreditava poder se tornar mais transparente com o uso de suas imagens. O homem “recebe sua educação pelos meios mais cômodos, especialmente em seus períodos de descanso, por meio de impressões óticas”, ele escreveu. Segundo Vossoughian, Neurath acreditava que “a disseminação de imagens podia fomentar a Bildung, ou seja, a educação e auto atualização”.

Os signos visuais, como meios de comunicação visual, podem assumir quatro categorias diferentes de acordo com o seu significado.

1.Pictogramas

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São representações de objetos e conceitos traduzidos em uma forma gráfica extremamente simplificada, mas sem perder o significado essencial do que se está representando. Seu uso geralmente está associado à sinalização pública, instruções, orientações e qualquer outro meio para transmitir informações.

2. Ícones

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São signos que representam um modelo imitativo de um objeto, de um objeto, de uma forma, de um espaço ou uma situação. É característico das artes plásticas e dos meios de comunicação de massa.
Exemplos: uma fotografia, um mapa, um diagrama, etc.

3. Indícios

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São signos visuais que têm origem em formas ou situações naturais ou casuais. Através da acumulação de experiências, devido à ocorrência de situações idênticas, indicam algo e adquirem significado.
Exemplo: nuvens negras indicam tempestade; marcas dos pneus de um carro indicam frenagem brusca.

4. Símbolos

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São signos visuais que designam o objeto de uma maneira totalmente livre, independentemente de semelhanças ou de uma ligação direta com ele. O significado é estabelecido através de normas e convenções. Para serem entendidos necessitam de uma prévia explicação.
Exemplos: leão – símbolo da força.

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